sexta-feira, dezembro 23, 2005

O meu "cãozito"...


O Serra da Estrela de pêlo curto, uma espécie em vias de extinção, o meu canito... algo sobre ele


"Duas variedades: Pêlo comprido e pêlo curto
Em 1934, quando surgiu o estalão da raça, passou a fazer-se distinção entre o cão Serra da Estrela de pêlo comprido e o de pêlo curto. Deve ter havido também muitos cruzamentos entre pêlo curto e pêlo comprido, devido ao facto de os pastores deixarem as cadelas sempre livres e de não existir, assim, um controlo na sua reprodução.

Um destaque particular à variedade de pêlo curto
Esta variedade merece algum destaque em particular porque é tão antiga como a de pêlo comprido, mas é de acrescentar que essa variedade se encontra actualmente em risco de extinção, porque não são muitos os exemplares descendentes de uma linha pura.
Também em exposições caninas, estas duas variedades aparecem desde o início do século passado. É curioso salientar que na exposição de Lisboa, em 1917, estavam inscritos 24 cães da Serra, dos quais 20 eram de pêlo curto.
Entretanto a situação inverteu-se. Como o cão de pêlo comprido é mais atractivo e mais procurado, os criadores dedicaram-se sobretudo à criação desta variedade, embora o de pêlo curto seja as vezes, preferido pelos pastores, sendo esta variedade mais funcional no meio da vegetação, por vezes densa, da Serra da Estrela.
Existem alguns criadores empenhados em preservar a variedade de pêlo curto, pelo que podemos dizer que esta variedade mais rara de pêlo curto está a ganhar terreno, aumentando o número de admiradores e pessoas interessadas na preservação deste património português vindo da Serra da Estrela."

in site www.licrase.org

quarta-feira, dezembro 21, 2005

Solestício de Inverno e o Madeiro...


O texto abaixo descreve de modo algo sucinto as reminescências da festa pagã de Nataalis Solis Invictus na Beira Interior, hoje que se celebra o solestício de Inverno...


O madeiro é a alma da minha infância.


" (...) MADEIROS
Já antes de Cristo nascer, o homem, aqui, ligava-se à terra para o bem e para o mal, pela terra, pelo sol, pela chuva. Pelos elementos da natureza sentia-se ligado a Deus, aos seus deuses. Fazia festas, praticava ritos.

Quando chegava o equinócio do inverno, os homens sentiam que tinham de o enfrentar, e afrontavam, e uniam-se. À volta de uma grande fogueira se juntavam os homens desta terra. Juntavam a si os moços que chegavam à idade de ser homens. Mas sujeitavam-nos a provas rituais.

Com o tempo estes moços, que entravam para o rol dos homens eram os que iriam às sortes, para a vida militar. Hoje é a inspecção.

Estes é que iam roubar o madeiro, e o maior das vezes era gente da mais rica. Lembro os espartanos que eram obrigados a roubar para comer e que só pecavam se se deixassem apanhar...

Faziam-no de noite.

Algumas vezes tinham de usar de truques: fingiam que iam por um lado, enquanto o grosso do grupo ia no rumo certo.

(...) nota-se que nalgumas localidades só houve madeiro quando houve rapaziada para ir para a tropa. Assim, mesmo em povoações que não são sede de freguesia, se foi implantando o costume do madeiro que hoje não é para celebrar o inverso nem o fogo que unia os homens, mas para “aquecer o Menino Jesus”.

A Igreja Católica soube ligar esta festa do fogo à do nascimento de Cristo e à meia-noite.

A valentia dos moços das sortes media-se pela coragem e pelo vulto do madeiro! Estes rapazes ficariam unidos pela vida fora: “Um rapaz do meu tempo! Foi às sortes comigo. Fomos cortar o madeiro!”

E à volta do madeiro era a maior concentração.

As razões do madeiro, desde rito pré-cristão a união de esforços, a reunião de homens, a honrar ou aquecer o Menino Jesus – tudo foi mudando. Hoje não são só os rapazes que vão à tropa. O madeiro é roubado ou quase sonhado....

Hoje permanece, pelo menos, como sinal de união e como capacidade de as gentes de uma terra se reunirem. (...) "

in site Câmara Municipal de Belmonte


quinta-feira, dezembro 15, 2005

Faz hoje anos que nasceu Nero...

Remorso de Nero

E que tal uma efeméride para lembrar o flagelo dos incêndios que nos assola todos os anos, o país e a nossa mui amada região...


Serão todos descendentes deste "gaijo", duvido...e remorsos será que servem ?!



Nero Cláudio César Augusto Germânico
ou Nero Claudius Caesar Augustus Germanicus (15 de Dezembro 37 - 9 de Junho 68) foi Imperador Romano entre 54 e 68.

Nascido em Âncio com o nome de Lúcio Domício Aenobarbo, era descendente de uma das principais famílias romanas, pelo pai Gneu Domício Aenobarbo e da família imperial Julio-Claudiana através da mãe Agripina, a Jovem, filha de Germânico e neta de César Augusto.

A ascensão política de Nero começa quando Agripina incentiva o marido, o imperador Cláudio, a adotá-lo e escolhê-lo seu sucessor, após desmoralizar os partidários de Britânico, filho de Cláudio, e seduzir seu próprio filho a se casar com Otávia, concubina do imperador. Quando Cláudio morreu em 54, provavelmente assassinado pela própria Agripina, Nero foi proclamado imperador sem oposição. Segundo a historiografia tradicional, sua governação foi inicialmente boa, sob orientação de sua mãe, do seu perceptor o filósofo Sêneca e do prefeito pretoriano Burrus. No entanto, aos poucos, a paranóia que marcara já a personalidade dos seus antecessores Tibério e Calígula, foi se instalando em Nero(...)

Fonte: Wikipédia

quarta-feira, dezembro 14, 2005

A Serra não é da Covilhã, não é de Seia, não é de Manteigas, não é de...


A Lenda da Serra da Estrela explica-vos meus caros bairristas exacerbados como deveis encarar tão belo monumento natural, a Montanha...
Estou farto de ouvir por Seia é que é bonito, pela Covilhã não há neve, etc... Oh god, so difficult to understand!!!!

" Lenda da Serra da Estrela "Era uma vez um jovem pastor que vivia numa longínqua aldeia. Por único amigo tinha um cachorrinho, que nas longas noites de solidão se deitava a seus pés sem esperar nenhum gesto, nenhuma palavra. Sofria este pastor de uma estranha inquietação: cismava alcançar uma Serra enorme que via muito ao longe, as terras que existiam para lá da muralha rochosa que constituía o seu horizonte desde que nascera. E muitas noites passava em claro, meditando nesse seu desejo infindável. Certa noite em que se julgava acordado, sonhou que uma estrela descia até a si e lhe segredava que o guiaria até ao objecto dos seus desejos. Acordou o pastor mais inquieto e angustiado que nunca, e procurou no céu a verdade do que sonhara. Lá estavam todas as estrelas iguais a si mesmas, imutáveis e eternas aparentemente. Mas estava também uma que lhe pareceu diferente, a mais sua. Passavam-se os dias e o desejo do pastor aumentava, fazia doer-lhe o corpo, ardia-lhe febril na cabeça. De noite, todas as noites, procurava no céu a sua estrela diferente. E em sonhos ela aparecia-lhe muitas vezes desafiando-o, desafiando-lhe sempre a vontade. Mas a vontade por vezes é tão difícil!! Uma noite, num ímpeto, decidiu-se. Arrumou tudo o que tinha e era nada, chamou o cão e partiu. Ao passar pela aldeia o cão ladrou e os velhos souberam que ele ia partir. Abanaram a cabeça ante a loucura do que assim partia à procura da fome, do frio, da morte. Mas o pastor levava consigo toda a riqueza que tinha: a fé, a vida e uma estrela. E o pastor caminhou tantos anos que o cão envelheceu e não aguentou a caminhada. Morreu uma noite, nos caminhos, e foi enterrado à beira da estrada que fora de ambos. Só com a sua estrela, agora, o pastor continuou a caminhar, sempre com a serra adiante, e à medida que caminhava a serra ia sempre ali, no mesmo sítio e à mesma distância. Passou todas as fomes e frios que os velhos lhe tinham vaticinado. Atravessou rios, galgou campos verdes e campos ressequidos, caminhou sobre rochedos escarpados, passou dentro de cidades cheias de muros e gente, mas a montanha dos seus desejos nunca a baniu do coração. Por fim, já velho alcançou a muralha escarpada que desde a infância o chamava. Subiu até ao mais alto da serra e ali pôde então largar o desejo do seu coração, agora em paz e sem desejo. O horizonte era vasto, tão vasto e maravilhoso, a impressão de liberdade tão avassaladora que o pastor, sem falar, gritava dentro de si um hino de louvor que mais parecia o vento uivando por entre os penhascos rochosos de silêncio. Instalou-se o velho pastor e a sua estrela com ele, no céu. O rei do mundo, porém, ouviu falar naquele velho pastor e na sua estrela fantástica. Mandou emissários à serra: todas as riquezas do mundo daria ao pastor em troca da sua pequena estrela. O pastor ouviu com atenção o que lhe mandava dizer o rei. Depois, olhou em volta. Tudo eram pedras e rochedos. Uma côdea de pão negro e uma gamela de leite as suas refeições. A sua distracção a paisagem "infindamente" igual e diferente do mundo lá em cima. A sua única amiga, a estrela. Suavemente, como quem sabe o segredo das palavras e o valor de todos os bens possíveis, virou-se para os emissários do rei do mundo e rejeitou todos os tesouros da terra, escolhendo a pequenez da sua estrela. Passaram os anos e o velho morreu. Enterraram-no debaixo de uma fraga e nessa noite, estranhamente, a estrela brilhou com uma luz mais intensa. Os pastores da serra notaram essa diferença porque a reconheciam também entre as outras, pelo que o velho lhes contava em certas noites. E desde então a serra passou a chamar-se, para sempre Serra da Estrela".

Um grande amigo


Agora que a febre comercial está quase a atingir o auge, apetece-me falar de outros assuntos e lembrar um amigo que eu desejo intensamente que regresse em força à Montanha, ao seu lar de sempre...
É precioso conhecê-lo para permitir que regresse...
Canis Lupus Signatus

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Um parque desportivo na Montanha?!

Piscina, zona de lazer ... isto em 2001. Ok, então está bem.


"Carvalhense F. C. assina protocolo com a autarquia
11 mil contos para nova sede

A Câmara da Covilhã celebrou, no último sábado, 7, dois protocolos que prometem revolucionar o desporto na Vila do Carvalho. Uma nova sede para o Carvalhense e um parque desportivo para a freguesia.

A nova sede do Carvalhense Futebol Clube é uma realidade cada vez mais próxima. No último sábado, 7, Manuel Ferreira, presidente da associação, assinou com Carlos Pinto, presidente da Câmara da Covilhã, um protocolo em que a autarquia assume a comparticipação, em 11 mil contos, nas obras para a nova estrutura. Segundo prevê o diploma, o Carvalhense vai receber a totalidade da verba em duas tranches. A primeira, de mil contos, deve ser posta a votação na próxima sessão de Câmara e destina-se à elaboração do projecto para a obra. A segunda parte, 10 mil contos, é atribuída aquando do início das obras de construção.
A cerimónia de celebração do protocolo entre as duas partes decorreu durante a festa de inauguração das remodeladas instalações da Filarmónica Carvalhense, presidida por Carlos Pinto. O edil aproveitou a presença naquela, que este ano comemora o 12º aniversário de elevação a vila, e assinou um outro protocolo com a Junta de Freguesia. Um diploma que ainda não fala em verbas, mas que implica a construção de um parque desportivo. Uma estrutura que vai albergar, não só um pavilhão para várias modalidades, mas também uma piscina e uma zona de lazer."

Por Alexandre S. Silva
NC/Urbi et Orbi

sábado, novembro 26, 2005

Temos neve na terriola...


e não só também temos o Serra Shopping, oh, oh!
Juntai-vos carvalhenses e covilhanenses em geral, pegai nos vossos miseráveis ordenados e gastai, muito, mas mesmo muito...
Pois a brancura gélida da neve que por hoje nos sussurra na solidão da noite fará esquecer tudo, até mesmo o tostão que teima em ser exíguo nos bolsos da nossa gente...

sexta-feira, novembro 11, 2005

Os burros ainda animam a Corrida dos Púcaros na Vila do Carvalho


in DIARIO XXI de 2/8/2005


Será que é só a corrida dos púcaros...

...a pedido de muitas famílias e como hoje é dia de S.Martinho



Geropiga ou Jeropiga ???... ou cheio.



Segundo o "Vocabulário da Língua Portuguesa" de Rebelo Gonçalves, escreve-se jeropiga. O termo é, segundo o "Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa" de José Pedro Machado, de "origem obscura".

Contrariando o vosso excelente glossário de erros, parece mesmo que geropiga existe (ou existiu...) de acordo com Camilo C. B. no seu "Vinho do Porto", que se debruça precisamente sobre esta polémica. Então (segundo o "Dicionário de Português de Constâncio") Jeropiga seria uma bebida medicinal, ajuda ou clister, enquanto Geropiga era o licor do mosto (pag. 27, ed. Frenesi).
E agora?
PS – Muitos parabéns pelo vosso trabalho!!!

João Subtil
Portugal

Não conhecia, de facto, essa distinção entre geropiga e jeropiga, informação que muito agradeço. De qualquer modo, todos os dicionários mais actuais consultados de novo continuam a registar apenas a variante com j [“Jeropiga (de origem obscura). Bebida com elevado teor alcoólico, obtida a partir do mosto de uvas, a que se juntou aguardente de vinho” In Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa. “Bebida feita de mosto e aguardente; vinho a que se suspendeu a fermentação por meio da aguardente; vinho abafado” In Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora, 8.ª edição].
Cf. Jeropiga.

sexta-feira, outubro 07, 2005

Um Covão um pouco pela "metade"


Outono, quem sabe, talvez seja...

quinta-feira, outubro 06, 2005

e não chove...


Onde está a bendita chuva que tanta falta nos faz aqui na Montanha Mágica…

sábado, outubro 01, 2005

Falta pouco para o dia 9...

tanta gente que merece muito mais...

quarta-feira, julho 06, 2005

Ardeu mais uma vez, sem palavras

Na Vila do Carvalho (Covilhã), o fogo que deflagrou pelas 11h50, consumindo mato e pinhal, já se encontrava em fase terminal, com uma pequena frente apenas. No local, estavam 45 homens de sete corporações, acompanhados por 10 veículos, dois aviões ligeiros e outros tantos helicópteros.

in Diário XXI

sexta-feira, maio 20, 2005

Internet para todos, Será???

Claro que não, para lá da ribeira de S. Domingos, a Norte do centro urbano, existe um fosso tecnológico que se chama Vila do Carvalho, porquê? Ninguém sabe.Sem acesso a televisão por cabo, a Internet de alta velocidade por cabo, a telefone sem taxa fixa e com uma cobertura de Banda Larga ADSL deficiente, importa falarmos um pouco disto...O desenvolvimento no concelho da Covilhã não passa a norte pelos vistos, pelo menos ao nível tecnológico, não me refiro a iniciativas pontuais de diversas entidades no que concerne à criação de acessos públicos de Internet.Refiro-me ao acesso da população em geral à tecnologia, aos benefícios claros e óbvios e profundamente democratizantes do investimento nas tecnologias como forma de combater também assim as desigualdades crescentes na nossa sociedade cada vez mais individualista e castradora dos princípios sociais que a tornam justa.Na terra da Lã e da Neve, onde outrora viviam em grande número os que com as suas mãos fiaram e teceram, milhares de quilómetros de fio, não lhes chega hoje um simples cabo com talvez alguns fios para que os seus filhos e os seus netos saibam e tenham acesso de forma também mais económica a todo um mundo que está para lá da Ribeira de S. Domingos.O que é que queremos preservar na Vila do Carvalho? O meio ambiente? claro que sim, a beleza natural que nos envolve a nossa integração no Parque Natural da Serra da Estrela e uma cultura e um passado que nos orgulha como é óbvio, e aí podem ter em mim o maior aliado, mas e então as pessoas? Não são elas o essencial de tudo…O que fazemos e o que poderemos fazer para fixar a população na nossa querida terra, já sei, não criar condições não rever o PDM, e tornar isto num sitio pouco aprazível. Perdoem-me a ironia, mas por favor tomem-na a sério.Segundo Balzac há uma expressão inevitável que me ocorre: “A alegria só pode brotar de entre as pessoas que se sentem iguais”