terça-feira, outubro 31, 2006

Directiva Habitats...e mais uma...



ABETARDA - Otis tarda
Uma ave de grande porte, incluída ecologicamente nas denominadas aves estepárias. O macho da Abetarda, com os seus 16 quilos de peso é a maior ave voadora da Europa. Os machos destas aves possuem uma plumagem vistosa em tons de castanho-avermelhado, branco e cinza-azulado. As fêmeas possuem uma plumagem menos colorida, que lhes permite permanecerem escondidas no meio da erva alta. Nidificam no solo e os pintos nascem já com penas e com capacidade de seguir os progenitores. São gregários a maior todo o ano, ocorrendo em bandos com algumas dezena de aves. Durante o acasalamento os machos juntam-se em arenas, inflam o peito e reviram as asas e a cauda, exibindo uma plumagem branca, extremamente conspícua, que usam atrair as fêmeas.

fonte: SPEA (Foto: Gabriel Serra)



Estado Português novamente condenado por
violação da Directiva Habitats

Ontem, pela segunda vez em quatro meses, Portugal foi condenado pelo
Tribunal Europeu de Justiça por violação das directivas de conservação da
natureza (Directiva Aves e Directiva Habitats). Desta vez por ter violado o
Artigo 6º da Directiva Habitats ao decidir construir um troço da A2 dentro da
ZPE de Castro Verde sem avaliar previamente alternativas fora desta área da
Rede Natura 2000.(...)

É caso para perguntar: quando é que Portugal vai entender que as Directivas Aves e Habitats são para cumprir? Quando é que a Conservação da Natureza, uma obrigação legal na União Europeia, é correctamente equacionada no planeamento em todos os sectores no nosso país (energético, rodoviário, desenvolvimento rural, etc.)?

Enquanto a atitude da administração portuguesa
não mudar, o nosso país continuará a ser condenado de quatro em quatro
meses.


SPEA-Comunicado de Imprensa 27 de Outubro 2006


e tu Serra da Estrela? mudas de vestido?


Relatório encomendado pelo governo britânico traça cenário negro para o Sul da Europa

Ambiente castiga Portugal



Portugal, Espanha e França estão entre os países europeus mais afectados pelo aquecimento global, segundo o relatório britânico Stern, ontem divulgado, que aponta consequências preocupantes como a falta de água, as ondas de calor e os fogos florestais.
O relatório Stern, encomendado pelo governo britânico ao ex-responsável do Banco Mundial Nicholas Stern, evidencia as grandes variações climáticas na Europa salientando que as regiões vão ser afectadas de maneira diferente. “O Mediterrâneo vai assistir a um aumento do stress hídrico, ondas de calor e fogos florestais. Portugal, Espanha e Itália serão os países mais afectados. Isto poderá levar a uma mudança para Norte no que respeita ao turismo de Verão, agricultura e ecossistemas”, refere o documento.
O Norte da Europa pode registar um aumento na produtividade agrícola (com a adaptação à subida das temperaturas) e menos necessidade de gastar energia no Inverno.
Mas os verões mais quentes vão aumentar a necessidade de ar condicionado. O derretimento das neves alpinas e padrões de precipitação mais extremos podem aumentar a frequências das cheias nas principais bacias hidrográficas como as do Danúbio, Reno e Ródano. O turismo de Inverno será gravemente afectado.
O estudo prevê também que muitos países costeiros em toda a Europa sejam vulneráveis à subida do nível do mar. A Holanda, onde 70 por cento da população seria ameaçada com uma subida de um metro no nível do mar, é o país que se encontra mais em risco.

Vulnerabilidades
O relatório refere ainda que os países desenvolvidos de latitudes mais baixas (caso de Portugal) são os mais vulneráveis. Regiões onde a água já é escassa enfrentariam grandes dificuldades e custos crescentes. Estudos recentes sugerem que um aumento de dois graus nas temperaturas globais poderia levar a uma redução de 20 por cento na disponibilidade de água. A escassez de água nesta região vai limitar o efeito de fertilização do carbono e levar a quebras substanciais na agricultura. Os custos dos fenómenos extremos como tempestades, cheias, secas e ondas de calor vão aumentar rapidamente com temperaturas mais altas, neutralizando alguns dos benefícios iniciais associados às alterações climáticas.
Só os custos destes fenómenos podiam atingir 0,5 a um por cento do PIB mundial em meados do século e continuarão a aumentar à medida que o mundo aquece.
As ondas de calor, como a que aconteceu na Europa em 2003, provocando a morte de 35 mil pessoas e prejuízos de 11,7 mil milhões de euros na agricultura, serão comuns em meados do século.
Nas latitudes mais baixas, as mortes durante o Verão devem ultrapassar a redução de óbitos durante o Inverno, levando a um aumento global da mortalidade.
Vastas regiões do mundo serão devastadas por consequências sociais e económicas das temperaturas elevadas. “Como a história demonstra, isto conduzirá a um movimento populacional e em grande escala desencadeando conflitos regionais”, salienta o estudo.

Custos elevados
O aquecimento global pode custar 5,5 biliões de euros à economia global se não forem tomadas medidas radicais nos próximos dez anos, um custo comparável ao de duas guerras mundiais, alerta o relatório. O estudo prevê ainda que o número de refugiados, vítimas de secas ou inundações se eleve a 200 milhões de pessoas, refere o «The Observer» que publica excertos do relatório.

O documento de 700 páginas foi encomendado há um ano pelo Ministério britânico da Economia e prevê que as alterações climáticas possam provocar uma recessão à escala mundial. Mesmo que a poluição acabasse agora, acrescenta o jornal, os gases com efeito de estufa continuariam a aquecer o clima durante mais de trinta anos com o nível dos mares a continuar a subir durante mais um século.
(...)

in o Primeiro de Janeiro


e para consultar o documento original do Relatório deixo aqui o link

Stern Review on the Economics of Climate Change

segunda-feira, outubro 16, 2006

Blogs e a Fragmentação do Espaço Público - Catarina Rodrigues


quinta-feira, outubro 12, 2006

Serra da Estrela...SEMPRE!!!


É mesmo a sério.

A Montanha

terça-feira, outubro 10, 2006

União pela protecção da Serra da Estrela


União pela protecção da Serra da Estrela

Associações criam Plataforma para o Desenvolvimento Sustentável

Um conjunto de associações e de cidadãos decidiram juntar-se para criar uma Plataforma para o Desenvolvimento Sustentável da Serra da Estrela, com o objectivo de inverter a marcha das pressões sobre o património, natural, paisagístico e cultural na região da serra mais alta de Portugal Continental.

Desta plataforma fazem parte as seguintes instituições: a ASE – Associação Cultural Amigos da Serra da Estrela; a Desnível – Associação de Desportos de Aventura; a LPN – Liga para a Protecção da Natureza; e, ainda, a Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza.(...)

in Kaminhos


Agora é que é a sério...?!

segunda-feira, outubro 09, 2006

...e tudo o Vento levou...


Celorico da Beira: Junto ao primeiro parque eólico do concelho Câmara quer instalar Museu do Vento

(...) O espaço museológico permitirá que os visitantes adquiram “conhecimento base sobre como se constrói um parque eólico, qual a sua funcionalidade e objectivos”, defende. “E depois - acrescenta - com uma visita guiada, as pessoas poderão verificar ‘in loco’ todo o processo que é descrito no próprio museu”. Tendo em conta as dificuldades financeiras do município, que impedem que a autarquia avance sozinha com o projecto que ainda não passa de uma intenção, o presidente da câmara de Celorico da Beira tenciona envolver vários parceiros na sua execução, especialmente a empresa construtora do parque eólico. “Estive a falar com os administradores da GAMESA, gostaram imenso da ideia e ficaram completamente receptivos”, revelou. O parque eólico de Videmonte - Vide Entre Vinhas, que está na fase final de instalação, devendo ser inaugurado este mês, situa-se na área do Parque Natural da Serra da Estrela, é composto por dezasseis aerogeradores com uma potência de 2 megawatts (MW) cada um e representa um investimento de cerca de 10 milhões de euros.
Quando começar a funcionar, o município vai arrecadar contrapartidas financeiras resultantes de um protocolo celebrado com a empresa construtora.
A instalação de um museu poderá trazer ainda mais dividendos, desta feita ao nível do turismo.(...)

in O Primeiro de Janeiro

quarta-feira, outubro 04, 2006

Pacto con lobos 2ª Parte

Pacto con lobos 2ª Parte - Leyenda y realidad del lobo ibérico

Carlos Sanz escribió:

Hola lober@s:
Me es grato comunicaros que, según los estudios de audiencia de televisión,
el segundo capítulo de Pacto con Lobos ("Leyenda y realidad del Lobo
ibérico") tuvo una media de audiencia de 1.469.000 espectadores, con un
"pico" de aproximadamente 1.879.000 televidentes sobre las 22,30 del pasado
domingo, 1 de octubre.
Al parecer, y según me han comentado esta mañana en la tele, este dato
constituye el "record" de audiencia en la 2 de TVE en todo lo que va de año.
Muchas gracias a tod@s por haber contribuído a demostrar a los burócratas de
televisión que este tipo de temas interesa a la gente.
Y confiemos en que estos documentales contribuyan a lograr un mayor
conocimiento, comprensión y respeto hacia nuestros "amigos lobos", y ayuden
a tomar todas las medidas necesarias para garantizar su supervivencia a
largo plazo.
Saludos y aullidos
Carlos Sanz


...obrigado novamente

quinta-feira, setembro 28, 2006

Pacto con lobos



"El lobo ibérico y su mundo", primer capítulo de la nueva serie "Pacto con lobos"
Muestra la vida íntima y las costumbres del lobo ibérico, así como aspectos de su biología y ecología

La 2 de TVE estrena el próximo domingo 24 de septiembre, la serie documental “Pacto con lobos”, dentro del contenedor de "Espacios Naturales". Dos capítulos de una hora de duración cada uno, sobre el mundo del lobo. La serie pretende poner de manifiesto el papel fundamental que desempeña el lobo en el equilibrio biológico de los ecosistemas en que habita. Además forma parte del acervo histórico, mitológico y cultural de todo el Hemisferio Norte, habiendo dejado en la Península Ibérica un inmenso legado sociocultural.

La serie se emitirá los próximos domingos, 24 de septiembre y 1 de octubre, en La 2 de TVE a las 21:10 horas

El Área de Naturaleza de Televisión Española, ha tratado en estos documentales las múltiples connotaciones biológicas, históricas, mitológicas, culturales y sociales del lobo en profundidad, con rigor científico. Todo ello plasmando en sugerentes imágenes los aspectos más destacados del súperpredador que trasciende los límites de cualquier otra especie animal de nuestra fauna, y que constituye todo un mito y un controvertido símbolo, de carácter positivo o negativo, para una gran parte de la población.

El lobo, la especie más polémica y controvertida de la fauna ibérica

Esta especie es una de las más emblemáticas y fascinadoras, envuelta siempre en un halo de misterio y de leyenda. Admirado y defendido por unos, odiado y perseguido por otros, el lobo es un carnívoro poderoso y astuto, un cazador que ha competido con la especie humana desde hace miles de años, arrebatándole a veces “sus” presas o sus animales domésticos para poder alimentarse y sobrevivir.

El lobo ibérico, “Canis lupus signatus”, una susbespecie endémica exclusiva de España y Portugal

La población de lobos de la península ibérica es la mayor de toda Europa occidental, estimándose en unos 2.000-2.500 ejemplares, distribuidos principalmente por la Comunidades de Castilla y León, Galicia, Asturias y Cantabria, con algunas citas y observaciones esporádicas en el País Vasco, Aragón, Navarra, La Rioja, Cataluña y Madrid.

En Extremadura y Castilla- La Mancha prácticamente han desparecido en los últimos años, y en Andalucía están en peligro crítico de extinción, con apenas 50 ejemplares. En Portugal quedan unos 300 lobos.

En este primer capítulo se puede contemplar especialmente la vida íntima y las costumbres del lobo ibérico. También da a conocer los aspectos más llamativos de su biología y ecología.

Además se puede ver el establecimiento de las jerarquías dentro de la manada y las diferentes pautas de dominancia y sumisión que regulan de forma ritualizada la agresividad en los clanes lobunos, así como el complejo lenguaje corporal, facial oloroso y acústico.

Este capítulo hace especial hincapié en el importante y fundamental papel que desempeña la especie en el complejo equilibrio biológico de los ecosistemas en que habita.

in RTVE

Obrigado Carlos Sanz por este magnífico documento

sexta-feira, setembro 15, 2006

Histórias e Lendas relacionadas com o Lobo

Foto Carlos Sanz


Historias y leyendas relacionadas con el lobo

El Ayuntamiento de Puebla de Sanabria impulsa el primer centro
temático sobre el lobo Ibérico de nuestro país. Paralelamente a esta
iniciativa, está desarrollando un proyecto de recogida de historias y
leyendas relacionadas con el lobo, información que formará parte de
una publicación bilingüe (portugués y español) que se distribuirá entre colegios, bibliotecas e interesados a ambos lados de la frontera.

El noroeste de Zamora es en la actualidad el área de mayor densidad de
Lobo Ibérico de la península y una de las mayores de Europa. De igual forma, del otro lado de la frontera, el Parque de Montesinho (Tras os montes) representa el área de mayor población de Lobo de Portugal.

Ambas poblaciones lobunas se entremezclan igual que lo hacen las poblaciones humanas que durante siglos han convivido a uno y otro lado de la frontera compartiendo lo que fue un problema común: la
existencia del lobo por los daños sobre el ganado. Fruto de este
conflicto entre humanos y lobos compitiendo por el mismo alimento han
surgido cientos de historias, leyendas y cuentos entorno al lobo en
los que la realidad era superada por la fantasía y la superstición.

Transmitido de generación en generación, este legado forma parte de
nuestra cultura y debemos impedir que se pierda. Es necesaria la
recuperación para poder preservarlo y divulgarlo. Necesitamos tu ayuda.

Envíanos la historia relacionada con el Lobo que conozcas a:


Luis del Riego
Ayuntamiento Puebla de Sanabria
Plaza mayor nº1
49300 Puebla de Sanabria (Zamora)
ayuntamientopuebla@gmail.com

quinta-feira, setembro 14, 2006

O Cine’Eco – Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Ambiente da Serra da Estrela


O Cine’Eco – Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Ambiente da Serra da Estrela, é uma iniciativa que a Câmara Municipal de Seia, através da sua Empresa Municipal e em parceria com várias entidades, tem vindo a realizar anualmente em meados de Outubro, desde 1995.

Trata-se de um certame que se tem afirmado no panorama nacional e internacional, sendo considerado dos melhores festivais europeus de cinema de ambiente, dada a qualidade dos filmes a concurso, que habitualmente são enviados de todos os cantos do mundo.

O Festival, que decorre na Casa Municipal da Cultura, para além da secção competitiva, contempla igualmente vários ciclos de cinema, além de um conjunto de outras iniciativas paralelas, como sejam exposições, concertos e palestras.

A presença em Seia durante os 10 dias do festival de realizadores, actores e outras figuras do mundo do espectáculo, costuma ser também um factor positivo para uma cidade situada no interior do país, na Região de Turismo da Serra da Estrela, que se quer afirmar para o exterior.

O Cine’Eco 2006 marcará um virar de página importante na vida do Festival, dado o empenho redobrado na organização, coincidindo com a abertura do CISE – Centro de Interpretação da Serra da Estrela, um espaço de educação ambiental pioneiro no nosso país e que acolherá uma parte do Festival.

Câmara Municipal de Seia
Empresa Municipal de Cultura e Recreio – EMCR de Seia

CONTACTOS

Secretariado: Casa Municipal da Cultura de Seia
Av. Luís Vaz de Camões
6270 – 484 – SEIA - Portugal
Telefone: 351 238 310 251
Telefax: 351 238 082 617
Telemóvel: 96 486 25 21
E-mail: seia-cultura@mail.telepac.pt



...ah pois é... educação ambiental aqui pelos lados da Cova parece que não...?!

quarta-feira, setembro 13, 2006

Situação Populacional do Lobo em Portugal


Situação Populacional do Lobo em Portugal: resultados do Censo Nacional 2002/2003

Pimenta, V.; Barroso, I.; Álvares, F.; Correia, J.; Ferrão da Costa, G.; Moreira, L.; Nascimento, J.; Petrucci-Fonseca, F.; Roque, S. & Santos, E. (2005). Instituto da Conservação da Natureza/ Grupo Lobo. Lisboa, 158 pp + Anexos.

Este trabalho, fruto de uma parceria entre o ICN e o Grupo Lobo, apresenta a situação do lobo em Portugal, divulgando, entre outros aspectos, a área de distribuição desta espécie protegida, a localização e historial de todas as alcateias conhecidas, a estimativa do número de lobos actualmente existente, bem como a tendência populacional verificada nos últimos anos. Constitui uma ferramenta essencial de suporte à gestão e conservação do lobo e do meio onde esta espécie se insere.

Está à venda por 15 € na Loja da Natureza do ICN e no Grupo Lobo.

quarta-feira, setembro 06, 2006

Conservación Ex Situ del Lince Ibérico


(...) El lince ibérico Lynx pardo (pardinus) está considerado como la especie de felino más amenazada del mundo. A finales de la década de los ochenta se estimaba que quedaban alrededor de mil ejemplares de lince en la península Ibérica. Según el último censo nacional (2002), en los últimos veinte años el número de ejemplares ha disminuido en un 85%.
La conservación ex-situ (cría en cautividad y actividades de apoyo) es una herramienta
importante y útil para la recuperación de especies que se hallan en peligro de extinción. La cría
en cautividad puede proporcionar un apoyo significativo a los proyectos de conservación in-situ,
servir de “seguro de vida” frente a la posible extinción de la especie, y ayudar a aumentar la
conciencia social sobre las necesidades de la especie para su supervivencia.
El objetivo del curso es profundizar en las mejores prácticas en relación a la conservación ex–
situ del lince ibérico, aprovechando el conocimiento de expertos nacionales e internacionales.
El intercambio de experiencias permitirá a los asistentes ampliar su entendimiento sobre la
materia, además de entablar nuevos lazos de colaboración con técnicos, gestores y científicos
que trabajan para la recuperación del lince ibérico.(...)

Curso Conservación Ex Situ del Lince Ibérico

Chocalhos 2006



A “família da Serra” ???


A “família da Serra”

Logo nos primeiros dias de Agosto, Álvaro Amaro foi notícia por reafirmar a intenção de “reunir a família da Serra”, algo que já defendera a 17 de Fevereiro último, aquando de uma primeira apresentação do Plano Estratégico de Turismo da Serra da Estrela (PETUR), então realizada em Manteigas. Nessa altura, Álvaro Amaro defendeu que “a Serra da Estrela não são dez, nem oito, nem mesmo seis municípios. Este é o momento de definir qual é a ‘família da Serra’ e não subscreverei nada enquanto isso não estiver definido”, acrescentou, vincando, desde logo, a sua posição em relação ao Plano que ali estava a ser apresentado.
Posteriormente, no início do mês de Agosto, o edil gouveense anunciou que vai propor a um conjunto de municípios da zona da Serra da Estrela a criação de “uma associação de interesse específico”, com o objectivo de consubstanciar a tal intenção de “reunir a família da Serra”.
Nas declarações então prestadas, Álvaro Amaro não especificou quantos e quais são os municípios em causa, adiantando apenas que “o objectivo é juntar a família para defender os interesses comuns. Para nos divertirmos podemos juntar-nos aos amigos, mas este não é o caso”, acrescentou, recuperando outra das ideias que já defendera em Manteigas.
O autarca anunciou também a intenção de promover um “encontro formal” com um conjunto de Câmaras, depois deste Verão, assegurando que a associação que irá ser proposta não vai colidir com “nenhum tipo de associação municipal que já exista”. A esse propósito disse ainda que “todos já estamos em muitas associações, mas para fins específicos da Serra da Estrela, ainda não”.
A terminar Álvaro Amaro disse ainda ser esta “a última vez” que apela à união de esforços entre municípios da Serra da Estrela. “Há um limite para tudo e eu já há vários anos que venho repetindo esta ideia”, comentou, lembrando que “quando uns decidiram fazer comunidades urbanas e outros áreas metropolitanas” já defendera que “era importante a família para mostrar que a Serra une, em vez de dividir”.
Em jeito de conclusão, o autarca disse ainda que “há discussões sobre túneis, zonas francas, casinos, eixos rodoviários e todas elas são importantes. Mas”, rematou, “tudo isso tinha mais peso se a família serrana estivesse formalmente constituída e com a força que advém da marca Serra da Estrela”.

in Jornal Regional

sexta-feira, setembro 01, 2006

I Jornadas Ibéricas de Recuperação de Aldeias Abandonadas


I Jornadas Ibéricas de Recuperação de Aldeias Abandonadas
22 a 24 de Setembro de 2006
Macedo de Cavaleiros
Toda a informação em www.aldeia.org

Apresentação
A aldeia não é apenas um espaço físico. É sobretudo um espaço social que revela um modo de vida singular, um sistema ecológico de vida. Na Sociedade que conhecemos observamos os resultados de fortes convulsões sociais, politicas, económicas e tecnológicas que tiveram lugar principalmente na segunda metade do século passado. O resultado é um Rural sem território, aldeias que já não são aldeias onde já não se distingue o rural do urbano, devido a conformações sociais e económicas difusas e a uma uniformização das pautas de comportamento causadas por uma interdependência cada vez maior do sistema económico global. A cultura tradicional dissolveu-se na cultura hegemónica global.

A ideia de uma aldeia como uma comunidade pequena, isolada, homogénea, com forte sentido de solidariedade de grupo, é hoje apenas um mito. Algumas aldeias urbanizam-se, outras despovoam-se e outras agonizam devido ao que se denomina efeito-idade. Efectivamente, muitos dos habitantes das aldeias do interior português tem cinquenta ou mais anos e grande parte não tem descendentes que queiram viver nas mesmas.

A grande questão transversal a esta proposta de Jornadas, é a tentativa de desvelar um futuro para estas estruturas abandonadas ou semi-abandonadas constituintes da paisagem rural ibérica. Um futuro que evite uma certa romantização nostálgica do modo de vida rural, tendo presente a complexidade do modo de vida moderno com as dimensões negativas e positivas inerentes. Apesar do rural estar muito conotado com o agrário assistimos actualmente a uma nova transformação da sociedade rural, certas migrações da cidade ao campo que contribuem para diversificar as bases socioculturais e os centros de interesse. Mas será possível viver de forma ecológica nestes espaços em pleno século XXI? Será possível desenvolver de novo uma sociabilidade comunitária, um modo de estar no mundo colectivo, muito especifico e particular? Poderemos retomar a multidisciplinaridade dos habitantes das aldeias de antigamente, gente que eram verdadeiros artesãos, artistas capazes de realizar com perícia múltiplas actividades, gente cheia de engenho e imaginação face a unidimensionalidade do trabalhador dos nossos dias, que não sabe fazer mais que uma ou talvez duas coisas?
Programa
Dia 22 Setembro

21h Chegada dos participantes
22h Projecção do documentário
"Visions of Utopia: Experiments in Sustainable Culture" de Geoph Kozeny


Dia 23 Setembro

Despovoamento e Repovoamento de uma Aldeia - Perspectivas desde as Ciências Sociais

8h30m Pequeno-almoço
9h Sessão de abertura
9h30m Palestra (orador a confirmar)
11h Palestra sobre a história do abandono rural em Portugal (orador a confirmar)
12h 30m Almoço*

Programas Institucionais de Recuperação de Aldeias Abandonadas: Estudos de Caso

14h 30m Palestra sobre o programa de recuperação de aldeias abandonadas na reserva da biosfera, da Serra de Rincón, Espanha.
16h 30m Palestra sobre o projecto de recuperação de uma aldeia abandonada em Portugal: O caso de Drave.
20h Jantar*
21h Sessão da memória: aldeões de toda a vida evocam a riqueza cultural do seu modo de vida através de contos, histórias e canções.


Dia 24 Setembro

A Realidade na Utopia: Novos Movimentos de Ocupação do Espaço Rural

9h 30m Pequeno-almoço
10h Mesa Redonda - Debate sobre os novos movimentos de ocupação rural (membros da Rede Ibérica de Ecoaldeias)
13h Almoço*
15h Visita guiada à região: Aproveitando os recursos naturais e culturais da região e da cidade de Macedo de Cavaleiros, pretende-se que todos os participantes nas jornadas tenham a oportunidade de visitar algum do património natural e construído da região (ex: Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo) e cultural (ex: Museu de Salselas, aldeias do concelho). Dado o espírito interventivo e crítico que se pretende deste encontro, não se pretendem realizar apenas visitas de carácter lúdico e turístico, mas também de carácter divulgativo e de debate sobre o passado, presente e futuro dum certo mundo rural.
PREÇOS:

Até 18 de Setembro

Sócios da ALDEIA (sem refeições): 15€
Sócios da ALDEIA (com refeições): 45€
Não sócios (sem refeições): 25€
Não sócios (com refeições): 55€
Após 18 de Setembro

Sócios da ALDEIA (sem refeições): 20€
Sócios da ALDEIA (com refeições): 50€
Não sócios (sem refeições): 30€
Não sócios (com refeições): 60€

CONTACTOS:

Gonçalo Mota
- E-mail: atomgobi@gmail.com
- Tel: 934759596
ALDEIA
E-mail: aldeiamail@gmail.com
Tel: 919457984