sexta-feira, agosto 17, 2007

«Ultimatum» de Álvaro de Campos


«Ultimatum» de Álvaro de Campos

Mandado de despejo aos mandarins da Europa! Fora.
Fora tu, Anatole-France, Epicuro de farmacopeia-homeopática, ténia-Jaurès do
Ancien-Régime, salada de Renan-Flaubert em louça do século dezassete,
falsificada!
Fora tu, Maurice-Barrès, feminista da Acção, Chateaubriand de paredes nuas,
alcoviteiro de palco da pátria de cartaz, bolor da Lorena, algibebe dos mortos dos
outros, vestindo do seu comércio!
Fora tu, Bourget das almas, lamparineiro das partículas alheias, psicólogo de
tampa de brasão, reles snob plebeu, sublinhando a régua de lascas os
mandamentos da lei da Igreja!
Fora tu, mercadoria Kipling, homem-prático do verso, imperialista das sucatas,
épico para Majuba e Colenso, Empire-Day do calão das fardas, tramp-steamer da
baixa imortalidade!
Fora! Fora!
Fora tu, George-Bernard-Shaw, vegetariano do paradoxo, charlatão da sinceridade,
tumor frio do ibsenismo, arranjista da intelectualidade inesperada, Kilkenny-Cat de
ti próprio, Irish-Melody calvinista com letra da Origem-das-Espécies!
Fora tu, H. G. Wells, ideativo de gesso, saca-rolhas de papelão para a garrafa da
Complexidade!
Fora tu, G. K. Chesterton, cristianismo para uso de prestidigitadores, barril de
cerveja ao pé do altar, adiposidade da dialéctica cockney com o horror ao sabão
influindo na limpeza dos raciocínios!
Fora tu, Yeats da céltica-bruma à roda de poste sem indicações, saco de podres
que veio à praia do naufrágio do simbolismo inglês!
Fora! Fora!
Fora tu, Rapagnetta-Annunzio, banalidade em caracteres gregos, «D. Juan em
Pathmos» (solo de trombone)!
E tu, Maeterlinck, fogão do Mistério apagado!
E tu Loti, sopa salgada fria!
E finalmente tu, Rostand-tand-tand-tand-tand-tand-tand-tand!
Fora! Fora! Fora!
E se houver outros que faltem, procurem-nos por aí pra um canto!
Tirem isso tudo da minha frente!
Fora com isso tudo! Fora!

Ai! que fazes tu na celebridade, Guilherme-Segundo da Alemanha, canhoto maneta
do braço esquerdo, Bismarck sem tampa a estorvar o lume?!
Quem és tu, tu da juba socialista, David-Lloyd-George, bobo de barrete frígio feito
de Union Jacks?!
E tu, Venizelos, fatia de Péricles com manteiga, caída no chão de manteiga para
baixo?
E tu, qualquer outro, todos os outros, açorda Briand-Dato. Boselli da incompetência
ante os factos todos os estadistas pão-de-guerra que datam de muito antes da
guerra! Todos! todos! todos! Lixo, cisco, choldra provinciana, safardanagem
intelectual!
E todos os chefes de estado, incompetentes ao léu, barris de lixo virados para
baixo à porta da Insuficiência da Época!
Tirem isso tudo da minha frente!
Arranjem feixes de palha e ponham-nos a fingir gente que seja outra!
Tudo daqui para fora! Tudo daqui para fora!
Ultimatum a eles todos, e a todos os outros que sejam como eles todos!

Senão querem sair, fiquem e lavem-se.
Falência geral de tudo por causa de todos!
Falência geral de todos por causa de tudo!
Falência dos povos e dos destinos — falência total!
Desfile das nações para o meu Desprezo!
Tu, ambição italiana, cão de colo chamado César!
Tu, «esforço francês», galo depenado com a pele pintada de penas! (Não lhe dêem
muita corda senão parte-se!)
Tu, organização britânica, com Kitchener no fundo do mar mesmo desde o princípio
da guerra!
(It 's a long, long way to Tipperary and a jolly sight longer way to Berlin!)
Tu, cultura alemã, Esparta podre com azeite de cristismo e vinagre de
nietzschização, colmeia de lata, transbordamento imperialóide de servilismo
engatado!
Tu, Áustria-súbdita, mistura de sub-raças, batente de porta tipo K!
Tu, Von Bélgica, heróica à força, limpa a mão à parede que foste!
Tu, escravatura russa, Europa de malaios, libertação de mola desoprimida porque
se partiu!
Tu, «imperialismo» espanhol, salero em política, com toureiros de sambenito nas
almas ao voltar da esquina e qualidades guerreiras enterradas em Marrocos!
Tu, Estados Unidos da América, síntese-bastardia da baixa-Europa, alho da açorda
transatlântica nasal do modernismo inestético!
E tu, Portugal-centavos, resto da Monarquia a apodrecer República, extremaunção-
enxovalho da Desgraça, colaboração artificial na guerra com vergonhas
naturais em África!
E tu, Brasil, «república irmã», blague de Pedro-Álvares-Cabral, que nem te queria
descobrir!
Ponham-me um pano por cima de tudo isso!
Fechem-me isso à chave e deitem a chave fora!
Onde estão os antigos, as forças, os homens, os guias, os guardas?
Vão aos cemitérios, que hoje são só nomes nas lápides!
Agora a filosofia é o ter morrido Fouillée!
Agora a arte é o ter ficado Rodin!
Agora a literatura é Barrès significar!
Agora a crítica é haver bestas que não chamam besta ao Bourget!
Agora a política é a degeneração gordurosa da organização da incompetência!
Agora a religião é o catolicismo militante dos taberneiros da fé, o entusiasmo
cozinha-francesa dos Maurras de razão-descascada, é a espectaculite dos
pragmatistas cristãos, dos intuicionistas católicos, dos ritualistas nirvânicos,
angariadores de anúncios para Deus!
Agora é a guerra, jogo do empurra do lado de cá e jogo de porta do lado de lá!
Sufoco de ter só isto à minha volta!
Deixem-me respirar!
Abram todas as janelas!
Abram mais janelas do que todas as janelas que há no mundo!

Revista "Portugal Futurista", N.º 1 e único, Novembro de 1917

...bom fim de semana, aldeia, serra, almada, família, amigos, conhecidos, mulheres, homens, gente, cão, gato, lobo, pássaro, formiga, arbusto, flor, sol, estrela, lua, e também para ti pedra...

domingo, agosto 12, 2007

Centenário do Nascimento de Miguel Torga



Miguel Torga, pseudónimo do médico Adolfo Rocha.

12 de Agosto de 1907 / 17 de Janeiro 1995



Serra da Estrela


Alta, Imensa, Enigmática,
A sua presença física é logo uma obsessão
Mas junta-se à perturbante realidade, uma certeza mais viva: a de todas as verdades locais emanarem dela.
Há rios na Beira? Descem da Estrela
Há queijo na Beira? Faz-se na Estrela
Há roupa na Beira? Tece-se na Estrela
Há vento na Beira? Sopra-o a Estrela
Tudo se cria nela,
Tudo mergulha as raízes no seu largo e eterno seio.
Há energia eléctrica na Beira ? Gera-se na Estrela.
(...)
Ela comanda, bafeja, castiga e redime.
Ao contrário de outras serras, o Marão e o Caldeirão;
a Estrela não divide: concentra.
( … ). Se alguma coisa de verdadeiramente sério e monumental possui a Beira, é justamente a serra.
( … ) Há nela as três velhas dimensões necessárias a um tamanho: comprimento, largura e altura. ( … )
Somente a quem a passeia, a quem a namora duma paixão presente e esforçada, abre o coração e os tesouros. Então, numa generosidade milionária, mostra tudo. ( … )
Revela, sobretudo, recantos quase secretos de mulher.

Miguel Torga / A Beira in Portugal

http://covilha.blogspot.com/2006_02_01_archive.html

Chuva de estrelas...



Astronomia

Chuva de estrelas pode ser vista hoje à noite

O céu deverá apresentar na noite de hoje para segunda-feira a queda de dezenas de estrelas cadentes por hora, um fenómeno anual que ocorre quando restos do cometa Swift-Tuttle entram na atmosfera terrestre

A chuva de meteoros das Perseidas - assim denominada por estes meteoros surgirem a Nordeste, junto à Constelação de Perseus - são um fenómeno regular, que acontece todos os anos por volta do dia 12 de Agosto.

«A noite de 12 para 13 é o pico máximo, mas as estrelas cadentes podem ser vistas uma semana antes e uma semana depois», até 24 Agosto, disse à agência Lusa o director do Observatório Astronómico de Lisboa, Rui Agostinho.(...)

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=50069


... mesmo que não vejam nenhuma, aproveitem de alguma forma...

quarta-feira, agosto 08, 2007

Make Some Noise - U2 Instant Karma


















Instant Karma


Instant Karma's gonna get you,
Gonna knock you right on the head,
You better get yourself together,
Pretty soon you're gonna be dead,
What in the world you thinking of,
Laughing in the face of love,
What on earth you tryin' to do,
It's up to you, yeah you.

Instant Karma's gonna get you,
Gonna look you right in the face,
Better get yourself together darlin',
Join the human race,
How in the world you gonna see,
Laughin' at fools like me,
Who on earth d'you think you are,
A super star,
Well, right you are.

Well we all shine on,
Like the moon and the stars and the sun,
Well we all shine on,
Everyone come on.

Instant Karma's gonna get you,
Gonna knock you off your feet,
Better recognize your brothers,
Everyone you meet,
Why in the world are we here,
Surely not to live in pain and fear,
Why on earth are you there,
When you're everywhere,
Come and get your share.

Well we all shine on,
Like the moon and the stars and the sun,
Yeah we all shine on,
Come on and on and on on on,
Yeah, yeah, alright, uh, ah.

Well we all shine on,
Like the moon and the stars and the sun,
Yeah we all shine on,
On and on and on and on.

Well we all shine on,
Like the moon and the stars and the sun.
Well we all shine on,
Like the moon and the stars and the sun.
Well we all shine on,
Like the moon and the stars and the sun.
Yeah we all shine on,
Like the moon and the stars and the sun.

John Lennon

terça-feira, agosto 07, 2007

Genciana...



Argençana-dos-pastores (Gentiana lutea)


Nome Científico – Gentiana lutea
Nome Vulgar – Argençana-dos-pastores, Genciana

Descrição - Planta robusta que pode alcançar os 150 centímetros de altura. As raízes são grossas e carnudas e estendem-se paralelamente ao solo. O caule é erecto, elevado, não ramificado, solitário ou multicaule e oco. As folhas são opostas, as basais pecioladas, as caulinares sésseis e abraçando por completo o caule, longas, de lanceoladas a largamente ovadas e com cinco a sete nervuras arqueadas bem marcadas. As flores são grandes amarelas, mais raramente alaranjadas, dispostas em número de três a dez nas axilas das folhas superiores ou na porção terminal do caule. O fruto é uma cápsula que se abre por fendas longitudinais.

Biologia /Ecologia - Biologia/Ecologia - Planta vivaz, de crescimento muito lento que só começa a florir entre os dez e os 20 anos de idade, mas que pode alcançar os 60 anos de longevidade. Floresce desde o final da Primavera e durante o Verão e frutifica durante o Verão. A polinização é realizada por abelhas e borboletas.

Habitat – Típica de prados pobres subalpinos a alpinos, desde os 1500 até aos 2500 metros de altitude. Em solos de natureza calcária ou siliciosa. Na serra da Estrela ocorre quase única e exclusivamente em fendas rochosas e em raríssimos prados de altitude de Festuca henriquesii.

Distribuição - Montanhas do Centro e Sul da Europa.

Curiosidades - Desde sempre, esta planta foi colhida por pastores devido à riqueza da sua raiz em substâncias medicinais. Possui propriedades febrífugas (brucelose) e abortivas. É usada no processo de vinificação de certas bebidas como o “vermute”, o que a torna muito procurada e valorizada, mas também cada vez mais ameaçada. Facilmente confundida com outra planta que ocorre no mesmo tipo de habitat, o heléboro-branco (Veratrum album), muito tóxica e que pode ser mortal devido à sua riqueza em alcalóides.

Conservação - Esta espécie encontra-se representada na serra da Estrela, único local de ocorrência no nosso país, pela subespécie aurantiaca. Encontra-se muito ameaçada devido à recolha de raízes de plantas jovens que ainda não entraram no período reprodutivo, o que a torna cada vez mais uma raridade botânica da nossa flora. A protecção da genciana e do seu habitat torna-se, assim, imprescindível pois, quando os poucos espécimes reprodutivos desta planta que ainda ocorrem em penhascos quase inacessíveis morrerem, a espécie poderá extinguir-se. A colheita de raízes deverá ser interditada e severamente punida. A genciana encontra-se na lista preliminar para o Livro Vermelho das plantas vasculares de Portugal.

http://www.cm-seia.pt/turismo/bncise/lupa15b.asp


(...)pensa-se que deve o nome a Gentius,
rei da Iliria
, que teria revelado a acção benéfica da
planta.
Esta genciana, uma das mais belas cresce muito
lentamente, é vivaz nas pastagens de alta montanha
e dá a primeira flor aos 10 anos e pode viver ao todo
mais de 50, produzindo apenas um único caule floral
de 4 em 4 ou mesmo de 8 em 8 anos. E vem provar
que toda a beleza é melindrosa. É ainda necessário
cuidado pois pode-se confundir com o
Heléboro-branco, que é muito tóxico, mas que é fácil
de distinguir pois as flores deste são brancas(16).
A raíz da argençana dos pastores é um poderoso
febrífugo e também um excelente amargo vegetal
estimulando as funções do aparelho digestivo.
Esta planta foi também aplicada pelo Dr. Leonardo
Nunes, físico-mor do Reino e, albicastrense ilustre,
contemporâneo de João Rodrigues e que lhe faz alusão
nos Comentários a Dioscorides, como descreveu José
Lopes Dias(5).(...)

http://www.historiadamedicina.ubi.pt/cadernos_medicina/vol08.pdf



e no Plano Zonal Agro-Ambiental do Parque Natural da Serra da Estrela


Das espécies a proteger na Serra da Estrela podemos destacar a argençana-dos-pastores (Gentiana lutea L.), espécie vegetal de interesse comunitário que exige uma protecção rigorosa, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 140/99 que revê a transposição para a ordem jurídica interna da Directiva n.º 79/409/CEE (relativa à conservação das aves selvagens) e da Directiva nº 92/43/CEE (relativa à preservação dos habitats naturais e da fauna e da flora selvagens), o teixo (Taxus bacatta L.), o zimbro rasteiro, o vidoeiro (Betula pubescens Ehrh.), a macieira brava (Malus sylvestris Hill.), a tramazeira, o arando (Vaccinum mystillus L.) e a fava deágua (Menyanthes trifoliata L.).

e no País Basco http://www1.euskadi.net/biodiversidad/fichafloraamenazada.apl?id=66

quinta-feira, agosto 02, 2007

Lisnave...


...memórias, riso e choro de criança...

Lisnave

Há homens de toda a sorte
Com sonhos e desenganos
Homens do Sul e do Norte
E também há africanos

Cada qual seus apetrechos
Todos de azul são fardados
Aprendem os novos eixos
Outra raça de soldados

Quando toca a campaínha
Está na hora do avio
Comi caril de galinha
Dei o caldo de safio

Os barcos de todo o mundo
Chegam doentes, idosos
Depois de uma volta a fundo
Partem muito mais vistosos

Os nossos representantes
Dizem com muito calor
Se não somos almirantes
Temos o nosso valor

Eu que nunca vi o mar
Nunca lhe senti o frio
Ando agora a remendar
A barriga de um navio


(letra de João Monge/ música de João Gil) Jorge Palma



terça-feira, julho 31, 2007

Tradicional Corrida dos Púcaros - 5 de Agosto


Parabéns aos Amigos Vila de Mouros por continuarem a manter viva uma tradição, com a vontade de quem não quer perder aquela que foi uma das festas de excelência desta terra,

Escassez de burros??? ... ou muito burro sem vontade???

sábado, julho 28, 2007

Caranguejola...

Mário de Sá Carneiro por Almada Negreiros


Caranguejola

Ah, que me metam entre cobertores,


E não me façam mais nada!...
Que a porta do meu quarto fique para sempre fechada,
Que não se abra mesmo para ti se tu lá fores!

Lã vermelha, leito fofo. Tudo bem calafetado...
Nenhum livro, nenhum livro à cabeceira...
Façam apenas com que eu tenha sempre a meu lado
Bolos de ovos e uma garrafa de Madeira.

Não, não estou para mais; não quero mesmo brinquedos.
P'ra quê? Até se mos dessem não saberia brincar...
Que querem fazer de mim com estes enleios e medos?
Não fui feito p'ra festas. Larguem-me! Deixem-me sossegar!...

Noite sempre p'lo meu quarto. As cortinas corridas,
E eu aninhado a dormir, bem quentinho - que amor!...
Sim: ficar sempre na cama, nunca mexer, criar bolor -
P'lo menos era o sossego completo... História! Era a melhor das vidas...



Se me doem os pés e não sei andar direito,
P'ra que hei-de teimar em ir para as salas, de Lord?
Vamos, que a minha vida por uma vez se acorde.
Com o meu corpo, e se resigne a não ter jeito...



De que me vale sair, se me constipo logo?
E quem posso eu esperar, com a minha delicadeza?
Deixa-te de ilusões, Mário! Bom édredon, bom fogo -
E não penses no resto. É já bastante, com franqueza...



Desistamos. A nenhuma parte a minha ânsia me levará
P'ra que hei-de então andar aos tombos, numa inútil correria?
Tenham dó de mim. C'o a breca! levem-me p'rá enfermaria -
Isto é: p'ra um quarto particular que o meu pai pagará.


Justo. Um quarto de hospital - higiénico, todo branco, moderno e tranquilo;
Em Paris, é preferível, por causa da legenda...
De aqui a vinte anos a minha literatura talvez se entenda;
E depois estar maluquinho em Paris, fica bem, tem certo estilo...


Quanto a ti, meu amor, podes vir às quintas-feiras,
Se quiseres ser gentil, perguntar como eu estou.
Agora no meu quarto é que tu não entras, mesmo com as melhores maneiras.
Nada a fazer, minha rica. O menino dorme. Tudo o mais acabou.



Mário de Sá Carneiro


Paris, Novembro 1915

terça-feira, julho 24, 2007

...e na Vila do Carvalho

(...) A reunião do executivo municipal, a última antes de férias, ficou marcada pelo lançamento de outra obra numa localidade daquela zona do concelho. No mesmo edifício da Vila do Carvalho onde já funciona o mercado e a sede da Junta, a autarquia prepara-se para construir uma biblioteca, num dos blocos que ficou por acabar, como explicou Carlos Pinto: “Houve algum tempo de reflexão sobre a afectação a dar-lhe. Chagamos a um atendimento e aprovamos a verba necessária para que o projecto seja alterado. Vamos lá fazer uma biblioteca e as instalações para o Carvalhense”.
Ideias que poderão ser uma realidade até final do mandato, depois de um investimento que poderá atingir o milhão de euros. Um montante que levanta reservas ao autarca serrano, que espera receber apoios comunitários, à semelhança de outros concelhos. “Todos os municípios estão na expectativa que este ano se possam começar a apresentar candidaturas. Só assim podem ter cobertura financeira”, conclui.(...)

Diário XXI - 24 de Julho 2007

sexta-feira, julho 06, 2007

e para quem tiver o belo do convite...

...hoje pelas 23.00 horas inauguração do bar "o mestre" na Vila do Carvalho...



terça-feira, julho 03, 2007

Um Dia de Inúteis Agonias


Where Do We Come From? What Are We? Where Are We Going?
Paul Gaugin, 1897–1898

Museum of Fine Arts, Boston


Um Dia de Inúteis Agonias

Foi um dia de inúteis agonias,
Dia de sol, inundado de sol.
Fulgiam, nuas, as espadas frias.
Dia de sol, inundado de sol.
Foi um dia de falsas alegrias.
Dália a esfolhar-se, o seu mole sorriso.
Voltavam os ranchos das romarias.
Dália a esfolhar-se, o seu mole sorriso.
Dia impressível, mais que os outros dias.
Tão lúcido, tão pálido, tão lúcido!
Difuso de teoremas, de teorias...
O dia fútil, mais que os outros dias!
Minuete de discretas ironias...
Tão lúcido, tão pálido, tão lúcido!


Clepsydra , Camilo Pessanha — 1916

XV Marcha Nocturna Vila do Carvalho - 14 e 15 de Julho





Para mais informações e inscrições em: http://amigosvilamouros.no.sapo.pt

terça-feira, junho 19, 2007

Ribeira da Vila do Carvalho


...e agora que o Verão está á porta, e esta ribeira assume um caudal um pouco mais sossegado, em Janeiro de 2007 era assim... o Inverno mostrava como sempre a sua força, acrescida das consequências da erosão que esta encosta da Serra tem sofrido nos últimos anos...nomeadamente no Verão, com o flagelo dos incêndios florestais...

quinta-feira, junho 14, 2007

Saída de campo para observação de aves

Centro de Interpretação da Serra da Estrela

foto

Saída de campo para observação de aves

O Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE) vai organizar em, colaboração com a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), uma saída de campo para observação de aves, a decorrer no próximo dia 16 de Junho.
O itinerário da saída irá incluir a visita a diversos locais situados em diferentes andares bioclimáticos da Serra, tais como a várzea do rio Seia, o Vale do Rossim, Campos Romão, o Vale do Zêzere, o Covão da Ametade, a Nave de Santo António, a Torre, a Lagoa Comprida e a Sr.ª do Desterro.

Inscrições e mais informações deverão ser obtidas junto do CISE ou pelo telefone 238 320 303